Bronquiolite

Bronquiolite

A bronquiolite é a primeira crise de broncoespasmo (chiado no pulmão) de um bebê e ocorre quase sempre quando um vírus infecta os bronquíolos. Essa infecção faz com que os bronquíolos inchem e fiquem inflamados. O muco fica acumulado nos bronquíolos, o que dificulta o fluxo do ar para dentro e para fora dos pulmões.

A maioria dos casos de bronquiolite são causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Este é um vírus comum que costuma infectar crianças até os dois anos de idade, principalmente entre os meses de abril a agosto. Mas a bronquiolite também pode ser causada por outros vírus, incluindo aqueles que causam a gripe ou o resfriado comum.

pulmoesbronquiolos

Fatores de risco:

O principal fator de risco para a bronquiolite é a idade.

A doença só atinge crianças até os dois anos de idade, mas quanto mais jovem a pessoa for, mais riscos ela tem de contrair a doença e de ser mais grave. Isso porque o aparelho respiratório de crianças muito pequenas ainda não está totalmente desenvolvido, bem como o sistema imunológico.

Por isso, bebês prematuros e crianças menores de 6 meses possuem maiores chances de ter um quadro mais grave.

 

Sintomas:

A intensidade dos sintomas típicos da bronquiolite costumam variar de criança para criança.  A bronquiolite começa com um quadro de gripe leve (coriza e tosse). Depois de dois a três dias, a criança desenvolve dificuldade respiratória.

 

Os sintomas mais comuns são:

  • Aumento da frequência da respiração e/ou esforço para respirar;
  • Queda de saturação ou Cianose, caracterizada pela pele azulada devido à falta de oxigênio;
  • Chiado no peito;
  • Tosse;
  • Febre;

Se você notar que a respiração do seu filho está mais rápida ou difícil, vá para o pronto socorro, principalmente se a criança tem menos 6m, prematuro ou alguma doença prévia.

 

Os seguintes sinais e sintomas são motivos para procurar ajuda médica imediata:

  • Vômitos;
  • Respiração rápida – mais de 60 inspirações e expirações por minuto;
  • Pele azulada, especialmente lábios e unhas;
  • Letargia (bebê muitíssimo abatido, desanimado);

 

Tratamento:

A grande maioria dos casos de bronquiolite pode ser tratada em casa.

  • ALGUMAS crianças tem uma boa resposta com inalação.
  • Fisioterapia respiratória;
  • Oxigênio quando necessário;

Certifique-se de que bebê está tomando a quantidade de líquido apropriada e o suficiente (leite materno e/ou fórmulas infantis).

Como bronquiolite é quase sempre causada por uma infecção viral, antibióticos – que são utilizadas para o tratamento de infecções causadas por bactérias – não são eficazes nesses casos.

Se o seu filho tem uma infecção bacteriana associada à bronquiolite, como a pneumonia, por exemplo, o médico poderá prescrever um antibiótico específico.

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As complicações da bronquiolite podem incluir:

  • Cianose, uma condição na qual a pele parece azulada ou cinzenta, especialmente os lábios, causada pela falta de oxigênio;
  • Desidratação;
  • Fadiga e insuficiência respiratória, que pode requerer internação hospitalar;
  • Outras infecções respiratórias mais graves, como pneumonia;
  • Broncoaspiraçao (quando o leite vai para o pulmão);

 

Expectativas:

Geralmente, os sintomas da bronquiolite melhoram em uma semana.

A dificuldade para respirar normalmente melhora do terceiro ao quinto dia.

 

Prevenção:

A maioria dos casos de bronquiolite não são fáceis de evitar porque os vírus que causam a doença são comuns no meio ambiente;

Lavagem cuidadosa das mãos, especialmente antes de cuidar de bebês, pode ajudar a prevenir a disseminação dos vírus;

Membros da família com infecção respiratória devem ser especialmente cuidadosos ao redor dos bebês;

Evite lugares fechados e aglomerados com bebês menores de 2 meses;

Existe uma vacina chamada PALIVIZUMABE que protege contra este vírus (VRS), mas ela possui um alto investimento e tem que ser feita 1 dose por mês, durante 3 meses (os meses de inverno);

 

O governo oferece para:

Bebês que nasceram de 32 semanas ou com alguma doença cardíaca ou pulmonar grave, até essas crianças fazerem 2 anos. Para as crianças que não se enquadram nesses requisitos, existe a possibilidade de comprar nas clínicas de vacinação (conforme dito anteriormente).

 

Bom então, é esta doença que o bebê da Rafa Brites teve. NUNCA SE ESQUEÇAM: “Nenhuma dica substitui uma consulta com o pediatra!”

Natacha Dalcolmo, Mãe de dois pequenos, Heitor e Davi. Medica formada pela Universidade federal do Mato Grosso do Sul desde 2009. Pediatra formada pela Santa Casa de Campo Grande/MS. Pós graduada em cuidados paliativos. Já fez curso de amamentação, recepção e reanimação de recém nascido a termo e prematuro.

maio 15, 2017/ por / em, ,

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