Páscoa: Posso dar chocolate ao meu filho?

Páscoa: Posso dar chocolate ao meu filho?

A Páscoa é um feriado que celebra a ressurreição de Jesus Cristo e com o passar do tempo virou um costume presentear amigos e familiares, em especial as crianças, com ovos de chocolate, devido ao ovo ser considerado um símbolo do nascimento e da vida.

Então… Chocolate!!!! Pode??? Com a proximidade da páscoa as mães têm essa dúvida… e os familiares pressionam, “mas é só um pouquinho…” e os tão desejados ovos de chocolate podem se tornar um inimigo poderoso das mamães, tanto para as que possuem filhos com intolerância à lactose, alergias e até mesmo para as que controlam o açúcar na alimentação.

Segundo orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria, não devemos oferecer chocolate antes do bebê completar o primeiro ano. Os motivos são vários. Se verificarmos a embalagem, no rótulo, podemos observar uma enorme quantidade de açúcar (principalmente no chocolate ao leite, o mais tradicional). O açúcar quando oferecido precocemente favorece o paladar pra o seu consumo e prejudica a inserção de novos alimentos na rotina.

A gordura, castanhas, nozes e outros ingredientes que são adicionados nessa guloseima, fazem parte de uma lista de alimentos potencialmente alergênicos que só devem ser introduzidos na alimentação infantil também após um aninho de vida.

Crianças que apresentam alergias e intolerâncias alimentares, também podem ser prejudicadas se consumirem esse alimento precocemente. Sem falar na alergia de pele, obstipação ou diarreia, enfim, o organismo dos pequenos ainda não está preparado para essa abundante oferta de novos ingredientes.

Chocolate é um alimento energético, calórico, se consumido em excesso leva a obesidade, alguns contém cafeína na composição e podem interferir no sono da criança e ainda alterar o apetite.

A quantidade de consumo para crianças maiores de dois anos (Sim…maiores de dois anos) do chocolate assemelha-se a do açúcar e vem com uma porção de ½ colher de sopa/dia de acordo com o Guia Alimentar para crianças de menores de dois anos, do Ministério da Saúde e da Organização Pan Americana de Saúde.

O Cacau, por sua vez, é muito bom para saúde por possuir antioxidantes fenólicos, são os polifenois, do tipo flavonóis, presentes no cacau que o fazem tão saudável e nutritivo. A opção de chocolate meio amargo oferece através do cacau benefícios como proteção do coração e sensação de bem-estar.

Alfarroba também é muito parecida com o cacau, é uma vagem, de origem mediterrânea oferece vitaminas do complexo B e fibras, excelente para saciedade.

Quando o dia a dia alimentar é diversificado, composto por alimentos de todos os grupos alimentares, oferecendo frutas, verduras e legumes, criando hábitos saudáveis, a oportunidade da oferta de alimentos ditos “não saudáveis” não preocupa e nem interfere na rotina da criança.

Em média com três aninhos, quando já existe um certo entendimento, oferecer o doce eventualmente, como sobremesa, em situações especiais, é mais que a escolha de um alimento bom ou ruim. A alegria de uma comemoração, o presentear, isso também é carinho, também é acalento para o coração, para alma!

Somos responsáveis pela saúde dos nossos pequenos, sempre queremos o melhor para eles! O cuidado com a alimentação é uma das formas de demonstrar amor e dedicação a quem só queremos o melhor!

Já existem no mercado linhas diferenciadas de chocolate, com maior percentual de cacau, além dos que são feitos à base de Soja e Alfarroba, que são ideais para quem sofre de intolerância, e ainda com fórmulas industriais feitas com leite de vaca e isentas de lactose.

Estefânia C. Fernandes, nutricionista e mãe d Geovane 1a e 9m.

Trabalhou em produção de alimentos, atendimento clínico, ministrou palestras mas depois da maternidade se dedicou a alimentação infantil e a nutrição para gestantes… Pois verificou a dificuldade das mães com a introdução alimentar dos seus bebês, dúvidas sobre alergias, intolerâncias alimentares e auxília os pais de maiorezinhos (3,4 anos….) onde as guloseimas e fast food levam maior credibilidade e tbm grande problema pra rotina alimentar. Na gestação a alimentação é fundamental, pois estudos comprovam que o gosto por determinados alimentos podem acontecer ainda quando o bebê está na barriga da sua mãe. 

abril 13, 2017/ por / em,

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